Foto:HBO
Um dos maiores equívocos sobre IT é achar que ele se resume a Pennywise. O palhaço é apenas a forma mais conhecida, mas não a única. Em IT: Bem-vindo a Derry, essa ideia ganha ainda mais força: a Coisa não tem uma aparência fixa.
IT assume a forma do medo.
Ao longo do universo criado por Stephen King, a entidade se molda aos traumas individuais e coletivos. Para uma criança, pode ser um monstro saído de um pesadelo. Para um adulto, algo mais sutil — culpa, violência, silêncio, normalização do horror.
O medo como linguagem
IT não ataca da mesma forma todas as pessoas porque o medo não é igual para todos. Ele se adapta, observa e escolhe a forma mais eficiente de ferir. Isso transforma o terror em algo profundamente psicológico: o inimigo não vem de fora, ele nasce do que já está dentro.
Na série, essa multiplicidade fica ainda mais evidente. O mal não aparece sempre como algo visível. Às vezes, ele está nos olhares que se desviam, nas conversas interrompidas, na cidade que finge não perceber.
Derry: a forma coletiva da Coisa
Se IT pode assumir muitas formas, talvez Derry seja a mais assustadora delas. A cidade inteira funciona como um corpo que abriga o mal — protegendo, escondendo e permitindo que ele retorne ciclicamente.
Nesse sentido, IT não é apenas um monstro sobrenatural, mas um reflexo de sociedades que preferem ignorar a violência até que ela se torne impossível de conter.

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